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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Floriano Vieira Peixoto (23/11/1981 a 15/11/1984)

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Dados biográficos

Militar, nascido em Ipioca, atual Floriano Peixoto, estado de Alagoas, em 30 de abril de 1839. Formado em engenharia, participou da guerra do Paraguai e foi presidente da província de mato Grosso. Alinhado com os setores antiescravistas do Exército, destacou se no processo de instauração da Republica, passando a exercer a vice-presidência em 25 de fevereiro de 1891. Com a renúncia de Deodoro da Fonseca, assumiu a presidência da República em 23 de novembro de 1891. Faleceu na cidade de Divisa, estado do Rio de Janeiro, em 26 de junho de 1895.

Período presidencial

Conhecido como Marechal de Ferro, Floriano Peixoto enfrentou, na presidência, duas rebeliões: a Revolta da Armada, resultado de conflitos entre o Exército e a Marinha, no Rio de Janeiro, e a Revolução Federalista, iniciada no Rio Grande do Sul, na qual enfrentaram-se os republicanos de orientação positivas e os liberais, liderados por Silveira Martins, político de destaque durante o Império. Esses eventos fizeram com que por diversas vezes, ao longo de seu mandato, fosse decretado o estado do sítio.

Nesse período foram organizadas, regulamentadas ou reformadas algumas instituições nascida com o novo regime, na área da saúde e da educação, tais como a Diretoria Sanitária na capital federal e o Pedagogium, voltado para o ensino profissional. Foi, ainda, estabelecida a transferência para a União da administração do ensino secundário, anteriormente integrada á Inspetoria Geral da Instrução Primária e Secundária da Capital Federal, marcando uma das faces de regime republicano, de ênfase em um projeto pedagógico público e laico.

O Brasil e o mundo

Em 1893, o Havaí tornou-se protetorado norte-americano e Daomé (atual Benin), na África, protetorado francês. Na Inglaterra, foi fundado o Partido Trabalhista Independente, que deu origem ao Partido Trabalhista inglês. Em 1894, Nicolau II, que seria o último czar, assumiu o governo da Rússia, e o Japão, após intervenção na Coréia, iniciou a guerra com a China. Nesse mesmo ano, Alfred Dreyfus, capitão francês de origem judaica, foi condenado ao exílio perpétuo na ilha do Diabo, em Caiena, acusado de ser espião para a Alemanha. Tempos depois, a justiça foi reparada.


(Extraído do Livro Os Presidentes e a República - Deodoro da Fonseca a Luiz Inácio Lula da Silva, produzido pelo Arquivo Nacional)

Manuel Deodoro da Fonseca (15/11/1889 a 23/11/1891)

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Dados biográficos

Militar, nascido na cidade de Alagoas, atual Marechal Deodoro, estado de Alagoas, em 5 de agosto de 1827, Durante o Império participou da brigada expedicionária ao rio da Prata, do cerco a Montevidéu e da Guerra do Paraguai. Em 1885, foi presidente da província do Rio Grande do Sul. Presidiu o clube Militar (1887-1889), comandando os setores antiescravistas do Exército. Assumiu a chefia do governo provisório da República em 15 de novembro de 1889. Por meio de eleição indireta, passou a exercer a presidência em 25 de fevereiro de 1891. Faleceu no Rio de Janeiro, em 23 de agosto de 1892.

Período presidencial

O fim do império levou ao banimento da família imperial para a Europa, ato somente revertido em 1922. A proclamação do governo provisório da República, em 15 de novembro de 1889, estabeleceu, entre outras transformações, a separação entre a Igreja e o Estado, com a instituição do casamento civil e da laicização dos cemitérios.

Em 1890, foi criado o Código Penal brasileiro, reformado o Código Comercial, em 1891, promulgada a primeira constituição republicana do país, de inspiração liberal e próxima ao modelo norte-americano.

O sistema político brasileiro passou a se basear no presidencialismo, no federalismo e no regime de representatividade. Definiram-se os três poderes de governo, Executivo, Legislativo e Judiciário, extinguindo-se, consequentemente, as instituições do Império - Conselho de Estado, Poder Moderador e Senado vitalício.

As leis iniciais da República regulamentaram, ainda, uso dos símbolos nacionais – hino, bandeira, armas e selos - , bem como as datas nacionais, que incluíam o 14 de julho. Em uma referência á data francesa e ao espírito republicano revolucionário.

A política econômica, tendo á frente o ministro da Fazenda Rui Barbosa, foi marcada pelo ‘’encilhamento’’, que se caracterizou pelo incentivo á emissão de moeda por alguns bancos e a criação de sociedades anônimas, resultando em forte especulação financeira e na falência de bancos e empresas. A formação e de um novo ministério liderado pelo Barão de Lucena, político vinculado á ordem monárquica, a tentativa de centralização de poder e as resistências encontradas no meio militar conduziram o país a uma crise política, que teve seu ápice na dissolução do congresso Nacional. Imediatamente se organizaram as forças legalistas, levaram a renúncia de Deodoro da Fonseca em 23 de novembro de 1891.

O Brasil e o mundo

Nesse período, assistiu-se a uma crescente industrialização e urbanização do país e ao aumento da grande imigração européia para o Brasil, registrando-se, apenas no ano de 1891, a entrada de 216 mil estrangeiros. No plano externo, a Proclamação da República, ocorrida em meio da realização da I Conferência Internacional Americana, aproximou, diplomaticamente, o Brasil dos Estados Unidos da América. Em 1890, Èmile Zola publicou A besta bumana, e no ano seguinte, Conan Doyle publicou, na Inglaterra, as Aventuras de Sherlok Holmes.

(Extraído do Livro Os Presidentes e a República - Deodoro da Fonseca a Luiz Inácio Lula da Silva, produzido pelo Arquivo Nacional)